Resenha Noi: Beba Local!

Um novo espaço para trocarmos ideias, apresentarmos conceitos e histórias da nossa cervejaria e da cena cervejeira em geral. Esse é a nossa “Resenha Noi” que, em tempos de Covid-19, traz como tema de estreia o BEBA LOCAL, e bota na mesa a discussão sobre a importância do apoio ao comércio local.


Muito provavelmente você já ouviu falar no Drink Local, conceito muito difundido nos Estados Unidos e em países europeus. O “beba local” consiste na ideia de comprar cervejas produzidas próximo a sua casa, normalmente por microcervejarias ou cervejarias de pequeno porte. As vantagens para

o consumidor são várias: cerveja fresca, fortalecimento do comércio local, desenvolvimento da cena cervejeira e, por consequência, mais oportunidade de encontrar cervejas incríveis na sua cidade ou até mesmo em seu bairro. Nossa diretora, Bárbara Buzin, explica que optando por um comércio local você diminui o número de intermediários. “Se você é cliente de um bar que está entregando chope delivery, ele pode ser sua prioridade. Caso você não tenha, a nossa fábrica fica no bairro de Itaipu, em Niterói, e fazemos toda distribuição do nosso delivery direto de lá. Ou seja, o chope sai direto do tanque para a casa do cliente. Com isso, o preço fica menor, nós agilizamos o processo de compra e venda e ainda temos a garantia da qualidade.”, explicou Bárbara.


Obviamente isso não quer dizer que você não possa comprar artesanais importadas ou de outros estados do Brasil, mas neste período de quarentena forçada é muito importante pensar nas vantagens de consumir os rótulos das cervejarias da sua região e como isso é essencial para a manutenção econômica desta nossa paixão. Nós conversamos com amigos do mercado e levantamos alguns pontos para reflexão:

Cerveja fresca é sempre melhor (para quem bebe e para quem vende)


Além da inegável qualidade das artesanais brasileiras é ponto pacífico que o frescor do que bebemos garante uma melhor experiência de consumo. Se pensarmos nos longos deslocamentos e o armazenamento muitas vezes inapropriados do nosso líquido sagrado nos pontos de venda, preferir o consumo da cervejaria próxima de casa é uma escolha quase óbvia. Mas vamos além! Preterir o pequeno produtor pode decretar o fechamento dele. Este é o pensamento de Luiza Tolosa da Cervejaria Dádiva (Várzea Paulista – SP). “Apoiar produtores locais é contribuir para que a sua região sobreviva a esta crise que estamos passando. Mais importante ainda é consumir de pequenas empresas, que são as que mais sofrem neste momento”, comentou Luiza.



Para Rodrigo Baruffaldi, o Baruffa da Overhop (Rio de Janeiro - RJ), o sentimento de consumo local nunca esteve tão forte. “Aqui no Brasil, as cervejarias sempre buscaram atender seus mercados internos e procuram mandar produções para outros estados. Porém, com o Covid-19 as vendas não estão existindo e o consumo mais importante tem sido o do vizinho da cervejaria, que vai até lá pegar um growler ou caixas da cerveja preferida para quarentena. É isso que vai ajudar na existência da cervejaria no pós-crise do Covid-19”, explicou Baruffa.


Novos hábitos de consumo (de cervejas e conteúdo)


É fato que ninguém estava esperando ter que ficar em quarentena e muito menos por tanto tempo. Após o susto inicial é natural que pessoas e negócios levem algum tempo para se adaptarem à nova realidade. Quem está habituado ao consumo de cervejas artesanais não precisa se privar de beber uma boa Lager, Ipa ou Stout. As cervejarias estudam e tentam alternativas para manter o fluxo de vendas e não deixar seus clientes reféns das opções de massa ofertadas nos supermercados.


Para Bárbara Buzin, a velocidade de adaptação do portfólio e os métodos de entrega serão tão importantes quanto a identificação dos novos hábitos de consumo. “Nossa ação imediata foi adaptar o Noi em Casa, nosso serviço de venda de chope. Agora temos kits de cervejas, uma opção de barril com 20 litros e growlers de pet de 1 litro. O pedido mínimo de 5 litros é direcionado para o consumo individual e colocamos frete gratuito em tudo para estimular as vendas e apresentar este novo modelo para nosso público.”, falou Bárbara.


Baruffa aponta a importância da comunicação das cervejarias neste processo. “Você vê cervejarias que estão iniciando uma comunicação com seus clientes e tem as que intensificaram isso e não estão só comunicando, mas também levando conteúdo. Porque as pessoas estão em casa e elas querem receber isso. Estas cervejarias estão tendo um retorno bacana, interagindo com o consumidor que está em casa. Ele lembra da cervejaria já que é impactado pelas redes sociais o tempo inteiro. Então na hora de escolher uma cerveja para a quarentena vai ser essa que ele vai comprar”, resumiu o sócio da Overhop.


Os aprendizados da crise


Para Baruffa, outro aprendizado é a importância do delivery bem feito e a relevância dele na construção da receita da cervejaria. “Tem pessoas que realmente não gostam de sair. Hoje nós sabemos que todo mundo está dentro de casa obrigado , mas e aqueles que optam por não sair por conta de fatores como violência e tumulto? Eles não podem receber algo de qualidade em casa? Além de cervejas e growlers tem várias marcas com bares próprios que também podem entregar comida. Sugerir harmonizações e entregar uma experiência é uma opção. Aprendemos a valorizar a pessoa que não quer sair de casa”, afirmou.


Se o beba local é a principal alternativa de manter viável a existência das cervejarias artesanais, o sentimento de comunidade nunca foi tão presente. Luiza Tolosa comentou como a Dádiva tem encarado este momento. “É ainda mais nítido o sentimento de equipe que sempre tivemos, mas que agora, conseguiu ficar ainda mais forte. Mais do que nunca, estamos no mesmo barco e precisamos nos ajudar, e assim, toda a equipe da Dádiva, felizmente, tem pensado e agido.”.


A quarentena vai passar e a Noi acredita que os laços estreitados com a comunidade local se manterão para após este período. “Nós crescemos com o apoio dos vizinhos e será assim que vamos enfrentar essa crise. Temos estoque para não deixar ninguém sem cerveja por aqui! Fiquem em casa, se cuidem e quando isso tudo passar vamos estar ainda mais fortes e unidos”, finalizou Bárbara.

E quais são os assuntos que você quer ver neste espaço cervejeiro? Escreva nos comentários e não esqueça: fortaleça o comércio da sua região e beba local!

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Fábrica Noi Itaipu

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Estrada Francisco da Cruz Nunes, 1964 Itaipu, Niterói Rio de Janeiro

Informações para Imprensa

Saulo Campos

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